DEMOCRACIA PARTICIPATIVA- A única verdadeira!

Weimar 1919 e Brasil 2013 - Um paralelo

Weimar 1919 e Brasil 2013 - Um paralelo

 

Weimar 1919 e Brasil 2013 - Um paralelo

 

Traçar um paralelo não significa que os dois assuntos tenham a mesma origem, se desenvolvam do mesmo modo e terminem da mesma maneira, mas simplesmente que existe algo em comum, como poderemos ver a seguir. Mas, seja o que for, não parece ser solução para os problemas que se enfrentam nos dias de hoje.

Buscando a isenção, decorrerei sobre Weimar deixando aos leitores e leitoras o comparar com a situação política dos dias atuais. Certamente encontrarão paralelos entre situações, políticos, até mesmo cidades, movimentos e partidos políticos. Basta ler pausadamente e com atenção.

 

  1. 1.      A cidade

Weimar é uma cidade alemã, atualmente patrimônio da humanidade, com uma característica muito particular: É uma cidade independente, isto é, tem o estatuto de Distrito (para leitores portugueses) e de um Estado (para leitores brasileiros). Nela viveram Goethe, Schiller e posteriormente Nietzsche (quando já em estado adiantado de demência). Em 1919 fundou-se a Universidade da Bauhaus. É uma cidade preferida de “seres pensantes”. A 6 km de distância fica o campo de concentração nazista de Buchenwald destoando da paisagem e da cidade.

Sua história de cidade independente inicia-se em 1918, logo após a Alemanha perder a primeira guerra mundial, com um sistema parlamentarista democrático. As forças armadas alemãs, conhecidas por sua liderança autocrática e conservadora, empurraram as negociações de paz (a derrota na guerra) para o SPD – O partido Social democrata, no governo de Weimar. A partir daí ficou no povo alemão a imagem de um partido socialista democrático que negociara (mal) a derrota, e o saudosismo de uma nação outrora poderosa no tempo dos imperadores. Sebastian Haffner chamou a Weimar “uma republica sem republicanos” e Kurt Tucholwsky “O negativo de uma monarquia” porque não era o imperador Wilhelm II que mandava e sim o Reichstag. O imperador abdicou.

 Weimar

  1. 2.      A relação entre os dirigentes da nação Alemã e os seus cidadãos.

 

Os EUA não eram uma potência bélica mundial até um par de anos antes do ataque nipônico a Pearl-Harbour. Eram, e são, uma democracia que visa em primeira instância o bem estar geral da nação. Foi a partir desse ataque que passaram a ser uma potência bélica, iniciando um processo de armamento por força de movimentos internos que aproximavam a nação americana contra as forças do eixo, e a favor de sua aliada a Grã-Bretanha. A Alemanha, até antes do fim da primeira guerra mundial, tinha um conceito diferente da relação governo e povo, tendo por este um profundo desprezo. Diz Harold Kustz “Frederico, o Grande, chamava o povo de uma nação de escravos. Bismarck, o criador da Alemanha moderna, afirmava que não podia suportar o povo, a não ser que houvesse bebido depois uma garrafa de champanhe. A maioria dos impropérios do Kaiser Guilherme contra o povo não podia ser impressa. Mais tarde Hitler diria que os alemães não eram dignos de sua grandeza. Não sabemos o que passa pela cabeça de Ângela Merkel, mas até podemos adivinhar. O exército alemão adotava a filosofia segundo a qual todos os recrutas deveriam ser despojados de seu ”espírito de porco” e de sua condição humana, domesticados até um nível quase animal. A figura do sargento era um dos arquétipos alemães, que deveria manter a população em seu lugar : Escravos e porcos. Até hoje, a educação alemã reflete essa rigidez militar. Governos que não se importam com o povo, por mais populares que sejam, mais cedo ou mais tarde acabam por demonstrar os seus princípios, torpes sem dúvida.

 

  1. 3.      O tratado de Versalhes e as conseqüências previsíveis

 Tratado de Versailles

Entre perda de terras, impossibilidade de formar forças armadas e uma pesadíssima multa a ser paga como indenização de guerra, o futuro alemão era previsível: Desordem total porque as metas eram inalcançáveis. A inflação bater-lhes-ia à porta. Quem sabia disso perfeitamente era John Maynard Keynes, que participou das negociações de Versalhes como observador. A França chegou a invadir a Alemanha, no Rhur, apesar do tratado de paz, para conseguir pagamento de parcelas atrasadas. Não demorou muito para o povo alemão ir para as ruas pedindo empregos, menos inflação, redução da dívida ou mesmo dar o calote, melhores serviços públicos. A Alemanha ficou a um passo da guerra civil. Altas dívidas externas e internas, juros altos, economia em queda, corrupção, têm um efeito devastador no moral e na confiança das populações. Keynes sabia disso. Quanto ao governo alemão da república de Weimar, democrata e socialista, sabia que era necessário acalmar o povo. Mas como?

 

  1. 4.      Surge Adolf Hitler de um dualismo entre a social democracia e a extrema direita.

 Hitler odiava o povo alemão

Já em 1918 se sufocara pela força das armas uma tentativa de implantação do socialismo através de forças revolucionárias de esquerda lideradas por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht[1]. Aproveitando a instabilidade e o descontentamento, Hitler viu a oportunidade de voltar aos tempos imperiais, antidemocráticos, como a base de sua plataforma política para alcançar o poder e implantar o nazismo. Velhas cenas filmadas de seus discursos mostram a “força” e a determinação dos tempos do Império alemão, uma expressão corporal clara da intenção de domar os “escravos e os porcos” de sua nação. A proposta de Hitler não era a de uma democracia, mas a de um governo forte que colocasse tudo nos eixos. No dia 09 de novembro de 1923, Ludendorff e Hitler promoveram o seu desfile golpista pelas ruas de Munique. Não deu certo, voltou mais tarde

Na verdade, a fraqueza da republica de Weimar instituída em 1919 contribuiu para a expansão dos movimentos radicais e o surgimento do nazismo. No entanto, é notável como Hitler - cuja única virtude foi a de ser esperto durante algum tempo – chegou ao estabelecimento do nazismo: Através de emendas à constituição, sutis, uma após a outra. Hitler iniciara sua carreira política como chefe do pequeno Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores alemães. Por essa época, Goebels já fazia parte da assessoria de Hitler.

No Brasil, e no inicio, o Partido dos Trabalhadores não era socialista, o que veio a acontecer quando elementos terroristas de um socialismo do passado se lhe associaram como apoio aos atos de governar. Lula, por falta de instrução, não tinha as minimas condições. Chamou-os para si. 

Alterações à constituição, ainda que com o “beneplácito régio” de um senado que tem o poder e foi comprado por mensalidades, fica sujeito à possibilidade de alterações na constituição tal como as que foram incluídas na Alemanha por partidários de Hitler, que pouco mais intrução tinha do que Lula.

Com o leitor fica a decisão de estabelecer – ou não – os paralelismos entre o momento político brasileiro atual e a República de Weimar, ou melhor, no que ela se transformou, a Alemanha Nazista, considerando as forças políticas envolvidas e os meios utilizados para transformação da Alemanha de uma democracia que buscava os seus caminhos, numa ditadura que encontrou outros e desastrosos bem diferentes daqueles em que o povo alemão acreditava quando seguiu Hitler.

Veja também, com imagens vivas do período da "noite dos cristais" https://vimeo.com/43771195

© Rui Rodrigues



[1] Os dois foram assassinados. 

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     DP

    Na humanidade, o que importa é o individuo. Todo o resto da paisagem que nos cerca serve para manter o individuo. Vivemos em sociedades, cada uma com suas características e se viverem em paz entre si não teremos guerras. Parece lógico, mas ou não é lógico, ou há grupos dentro das sociedades que não entendem esta lógica. Esquecem o coletivo e olham para si mesmos querendo o mundo para si. Restringem a humanidade ao seu grupo.

    Todo o ser humano que seja verdadeiro democrata é a favor: 

    1. Dos direitos da criança
    2. Dos direitos humanos
    3. Da paz entre as sociedades e as nações
    4. Da igualdade de gêneros perante a lei e as instituições religiosas
    5. Pela liberdade de expressão em qualquer lugar
    6. Pela sustentabilidade do planeta
    7. Pela proteção da vida selvagem
    8. De rejeitar qualquer movimento ou ação terrorista
    9. De rejeitar qualquer tipo de violência
    10. De votar item por item a própria Constituição que regirá o governo
    11. De ampliar a democracia ao direito de deseleger quem perca a confiança do eleitor
    12. De ter voz decisiva nas decisões de Estado, por votação popular. 
    13. Da Justiça independente da política
    14. Da nomeação de Juízes do Supremo Tribunal e Ministros por votação popular. 
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