DEMOCRACIA PARTICIPATIVA- A única verdadeira!

Construindo imagens do mundo.

Construindo imagens do mundo.

Não dois seres vivos que vejam o mesmo mundo

Construindo imagens do mundo.

Precisava de uma imagem para a qual pudesse olhar a qualquer instante e rebuscar explicações, detalhes, que me ajudassem a compreender o mundo em que vivo. Há quem viva sem esta necessidade, perguntando-se todos os dias “porquê?”, sem encontrar qualquer razoabilidade nos fatos, angustiando-se, sofrendo, ou simplesmente nada se perguntar, e encolhendo os ombros e dizer “a vida é assim mesmo”. E mesmo dos que se questionam e tentam construir imagens, como eu, há que não desprezar os pequenos detalhes. Sem eles não se explicam os grãos, os pedregulhos, as rochas nem os limos e árvores que compõem este mundo e lhes dão significado.

 

A imagem que cada um de nós tem deste mundo depende dos grãos coletados para compor a sua imagem. Por isso, e porque são tantos os grãos, os detalhes, as minúcias, não há, de certeza absoluta, dois seres que o vejam como realmente ele é, e muito menos dois seres que o vejam de forma igual. A probabilidade de duas imagens serem idênticas com tal infinidade de detalhes de todos os tipos é nula até a mais infinita casa decimal.

 

É isso que nos faz diferentes uns dos outros, e não apenas a carga genética e nossa interação com o mundo. Estes são apenas pequenos grandes detalhes de um universo ainda muito e muito maior. E esta constatação nos imprime o sentimento angustiante de que somos pequenos, muito pequenos, pouco mais do que um grão de fino pó, face à enormidade dos fatores que compõem nosso universo físico e moral, mas que nos faz gigantes, quase pequenos deuses, ao constatarmos que mesmo sendo tão pequenos, tão ínfimos, temos a capacidade de entender tanto do mundo que nos rodeia e dominar-lhe apreciável parte.

 

E temos assim a explicação para todos os campos divergentes do conhecimento humano. Sob o ponto de vista da percepção e avaliação humana do mundo ao nosso redor não há diferenças tão gritantes entre quem tem um DNA com qualquer deficiência ou quem o tem perfeito e não aproveita as suas qualidades. As descriminações a que assistimos devem-se exatamente à “imagem” que cada um de nós construiu para si mesmo, colhendo grãos, pontos, limos, árvores, e para a qual olha todos os dias tomando-a como referência para o seu comportamento.


Somos catadores de pichels, grãos, gotas, impressões, fatos, notícias. Coletamos tudo e nada é lixo. O que é lixo para uns não o é para outros e há riquezas imensas nos lixos que coletamos.  E então nos classificamos uns aos outros pelo lixo ou pelas riquezas que coletamos. Mas como nem todo o lixo é lixo e muitas riquezas o são, ou em outras palavras, como nem toda a riqueza é riqueza e muito lixo é, podemos ser induzidos a pensar, face ás imagens que construímos, que riqueza é tudo o que os outros não dividem e lixo é tudo o que esses mesmos jogam fora. Fora de sua mente ou fora do mundo material que detêm. É a característica classificação do equivoco e somente uma imagem mais completa que se possa construir permitirá identificar o que realmente é lixo e o que é riqueza. Mas nenhum de nós tem tempo suficiente de vida para construir uma imagem perfeita. As que temos são geralmente reaproveitadas de antigos formadores de imagens as quais copiamos e refazemos a cada dia, mudando-lhe os detalhes de lugar, retirando-os, colocando novos detalhes, diferentes, ou alterando-lhes a intensidade.

 

O projeto americano para mapear o cérebro humano contribuirá de forma determinante e efetiva para um melhor conhecimento da mente humana, a exemplo do que já aconteceu com o projeto “genoma”. Porém, e, como sempre, muitos novos pichels, pontos, curvas, cores, serão incluídos ou removidos, ou mudados de lugar. Uns para construir novas imagens, e outros para destruírem muitas das que já existem. Porém, neste aparente caos de imagens há uma determinada ordem que ainda não conhecemos, mas que determina a “direção” em que se move a humanidade. A humanidade se move na linha do “adotado”, isto é, o que a humanidade adota, seja riqueza ou lixo, perdura por momentos de tempo ínfimos para os padrões do universo, e depois são abandonados ou persistem através dos séculos. Um exemplo? A humanidade veste-se, não anda nua pelas ruas. Talvez algum dia a adoção de roupa se extinga, mas os pichels da imagem da moral ainda não o permitem, embora haja muitos de nós que a adotam. Eu por exemplo, em minha casa ando invariavelmente nu num clima tropical. Pessoas de regiões próximas a pólos vestir-se-ão sempre enquanto a Terra não for torrada pelo Sol. Muitos de nós construímos padrões morais que ridicularizam o nu, Outros crêem, como eu, que a moral não tem nada a haver com a vestimenta que nos disfarça.

 

Espero que este texto ajude a compor a imagem que constrói do mundo em que vive e que todos nós estamos construindo sem sabermos qual o rumo que a humanidade há de tomar.

 

 

Rui Rodrigues

 

PS – Experiência recente com ratos nos quais implantaram chips no cérebro, locados a milhares de quilômetros de distância – um nos EUA e outro no Brasil - demonstraram ser possível a intercomunicação cerebral. A notícia que li, não deixa antever qual o principio físico que foi utilizado, mas tudo leva a crer que tenha sido o da física quântica segundo o qual um “quanta” de luz tanto pode ser uma partícula como uma onda. Duas partículas colocadas em contato uma com a outra e  depois separadas, mesmo que pela distância extrema do Universo, sempre que uma mudar o spin, a outra muda também o seu de forma instantânea. Esta descoberta poderá levar no futuro a uma “rede” Net constituída e interligada por cérebros, além de computadores cujo “CPU” seja um cérebro ou vários interligados. 

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     DP

    Na humanidade, o que importa é o individuo. Todo o resto da paisagem que nos cerca serve para manter o individuo. Vivemos em sociedades, cada uma com suas características e se viverem em paz entre si não teremos guerras. Parece lógico, mas ou não é lógico, ou há grupos dentro das sociedades que não entendem esta lógica. Esquecem o coletivo e olham para si mesmos querendo o mundo para si. Restringem a humanidade ao seu grupo.

    Todo o ser humano que seja verdadeiro democrata é a favor: 

    1. Dos direitos da criança
    2. Dos direitos humanos
    3. Da paz entre as sociedades e as nações
    4. Da igualdade de gêneros perante a lei e as instituições religiosas
    5. Pela liberdade de expressão em qualquer lugar
    6. Pela sustentabilidade do planeta
    7. Pela proteção da vida selvagem
    8. De rejeitar qualquer movimento ou ação terrorista
    9. De rejeitar qualquer tipo de violência
    10. De votar item por item a própria Constituição que regirá o governo
    11. De ampliar a democracia ao direito de deseleger quem perca a confiança do eleitor
    12. De ter voz decisiva nas decisões de Estado, por votação popular. 
    13. Da Justiça independente da política
    14. Da nomeação de Juízes do Supremo Tribunal e Ministros por votação popular. 
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